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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Incentivo à Leitura

Com o passar do tempo, tem-se verificado um declínio nos hábitos de leitura, em detrimento de outras actividades, como a visualização de televisão ou o jogar de jogos electrónicos. Não obstante o valor educativo que estes dois meios podem possuir, como já referido noutros posts deste blog, é importante não inferiorizar o potencial educativo e lúdico contido nas práticas de leitura. A importância destas recai, não só no estudo da Língua (Portuguesa e não só), mas também no desenvolvimento cognitivo, de pensamento crítico e de cidadania.
Por estes motivos, foi sugerido pela professora Helena Camacho que procurássemos um pequeno filme que funcionasse como um incentivo à leitura. Este foi o que selecionámos:



O facto de se verificar, ao longo de todo o filme, o Recurso Estilístico de "Ironia", torna-o original e apelativo, sendo este recurso complementado pelas imagens utilizadas.
O que poderia ser abordado com este filme, por exemplo, seria precisamente o estudo desse Recurso Estílistico e a mensagem que se pretende transmitir com o filme.
No geral, considerámos que este é um anúncio muito interessante, com uma mensagem importante, não só para as crianças, mas para qualquer pessoa.


Ana Margato
Ana Sousa
LEB 3A

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Photostory

No âmbito de exemplificar a utilidade das TIC enquanto recurso educativo, foi-nos pedido que elaborássemos um projecto no programa Photostory 3, do Windows. Este é um programa que permite a construção de histórias em formato de vídeo através do amplo uso de imagens e frases reduzidas, que permitam a manutenção do interesse do espectador ao longo do filme.
No que diz respeito à sua utilização em contexto escolar, pode verificar-se que esta é bastante viável, já que o programa não possui uma estrutura complexa e é simples de trabalhar.
Para a realização deste trabalho, poderíamos criar uma história própria, ou recorrer a uma já existente, o mesmo acontecendo com as imagens a utilizar. Neste caso, a história utilizada foi "Meninos de Todas as Cores", de Luísa Ducla Soares, adaptada por nós para o projecto em questão. Gostaríamos ainda de dar o nosso profundo agradecimento a Ana Catarina Eusébio, pela ilustração existente no filme. A música que acompanha toda a história é um tributo em piano da música "I Promise (I'm not Okay)" de My Chemical Romance. A origem desta música é incerta, já que se encontra na lista de músicas de uma das alunas há cerca de quatro anos, razão pela qual não apresentamos uma webgrafia para a mesma.

A adaptação da história foi realizada da seguinte forma:


Sequências narrativas

Imagens
Legendas



1
Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos


Miguel

Era uma vez o Miguel que vivia numa terra de meninos brancos.





2
É bom ser branco, porque é branco o açúcar, tão doce, porque é branco o leite, tão saboroso, porque é branca a neve, tão linda.


Miguel com balão de fala e adereços
É bom ser branco, porque é branco o açúcar, o leite e a neve.




3
Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos eram amarelos.
Miguel a andar
Começou a viajar e chegou a uma terra de meninos amarelos.






4
Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:
Flor-de-Lótus
Onde conheceu a Flor-de-Lótus.



5
. É bom ser amarelo, porque é amarelo o Sol e amarelo o girassol, mais a areia da praia.

Flor-de-Lótus com balão de fala e adereços
É bom ser amarelo, como o sol, o girassol e a areia da praia





6
O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos.
Miguel no barco
Miguel continuou viagem num barco, até uma terra de meninos pretos.




7
Fez-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumumba que, como os outros meninos pretos, dizia:


Lumumba

Onde encontrou um pequeno caçador, Lumumba.



8
É bom ser preto como a noite, preto como as azeitonas, preto como as estradas que nos levam para toda a parte.

Lumumba com balão de fala e adereços
É bom ser preto como a noite, as azeitonas e as estradas.





9
O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos.
Miguel em avião

. O menino branco prosseguiu de avião, chegando a uma terra de meninos vermelhos.




10
Escolheu para brincar aos índios um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:
Pena-de-Águia

Onde ficou amigo de Pena de Águia.
11
É bom ser vermelho da cor das fogueiras, da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.

Pena-de-Águia com balão de fala e adereços
É bom ser vermelho da cor das fogueiras, das cerejas e do sangue.
12
O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos.
Miguel a correr
Miguel correu então, até a uma terra de meninos castanhos
13
Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Babá, que dizia:
Ali-Babá
E ali estava o menino Ali-Babá
14
É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como um chocolate.
Ali-Babá com balão de fala e adereços
É bom ser castanho como a terra, os troncos das árvores e o chocolate.
15
Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:
Miguel a imaginar os amigos
Quando o menino branco voltou à sua terra, lembrou-se de todos os seus amigos.
16
É bom ser branco como o açúcar
Miguel a imaginar os amigos mais um balão de fala
É bom ser branco como o açúcar
17
Amarelo como o Sol
Miguel a imaginar os amigos mais dois balões de fala
Amarelo como o Sol
18
Preto como as estradas
Miguel a imaginar os amigos mais três balões de fala
Preto como as estradas
19
Vermelho como as fogueiras
Miguel a imaginar os amigos mais quatro balões de fala
Vermelho como as fogueiras
20
Castanho da cor do chocolate.
Miguel a imaginar os amigos mais cinco balões de fala
E castanho como o chocolate.
21
Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.
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Seguidamente apresentamos o nosso filme:





Webgrafia:


Ana Margato
Ana Sousa
LEB 3A

Actividade com a televisão

A emissão escolhida foi o desenho animado “Ruca”, baseado em livros para infância da autoria de Christine L'Heureux e ilustração de Hélène Desputeaux. Presentemente, o programa é emitido diariamente no Canal Panda, entre as 18h30 e as 19h. Este é dirigido para crianças de ensino pré-escolar e consiste na vida quotidiana de um rapaz de quatro anos de idade que, em conjunto com a sua família, vai descobrindo e experienciando o mundo em seu redor. Os temas abordados são semelhantes aos que figuram num currículo de ensino pré-escolar, tais como: emoções, família, relações inter-pessoais, entre outros. O facto de o protagonista ser apenas um menino normal de quatro anos, com situações e problemáticas próprias da idade, faz com que haja uma maior aproximação entre as circunstâncias em que ele se coloca e o público-alvo.
No que diz respeito às potencialidades do programa para o ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, destacam-se o cuidado com a linguagem oral utilizada (incluindo a que o próprio Ruca produz) e as temáticas existentes nalguns episódios, como o que iremos analisar de um modo mais detalhado, que apelam à criação de hábitos de leitura.
O episódio em questão intitula-se “Ler e Reler” e faz referência à importância que os livros podem assumir no desenvolvimento e no dia-a-dia das crianças. Neste caso, Ruca decidiu que gostaria de ler histórias novas, pelo que a sua mãe o levou à biblioteca. Aqui ele relembrou algumas regras de conduta neste espaço público e teve oportunidade de assistir a uma hora do conto, o que o motivou para levar livros para casa e continuar com as suas próprias leituras. Com o tempo, ouviu a história tantas vezes que acabou por decorá-la e “lê-la” à irmã, de dois anos de idade. Estes comportamentos, ao serem visionados pelas crianças às quais o programa se destina, incentivam-nas a fazerem o mesmo, favorecendo o contacto com materiais de leitura e, consequentemente, o seu desenvolvimento ao nível da Língua Portuguesa. Aqui também está inerente a importância do contacto entre os adultos próximos da criança e os seus processos de exploração de materiais e na própria aprendizagem, já que um dos factores mais motivantes para o personagem principal é o facto de saber que pode contar com os pais para lhe lerem as histórias sempre que ele desejar.
Um bom exemplo de actividade para ser implementada após o visionamento deste excerto, em contexto de sala de aula, seria a apresentação de uma proposta às crianças a qual implicaria a criação de uma hora do conto semanal em que, à vez, cada um traria um livro que gostasse e conhecesse bem para depois o expor à turma, sendo assim a própria criança a assumir o papel de “contador de histórias”. Isto teria como objectivo a partilha de saberes sobre interesses em comum, o desenvolvimento do sentido de responsabilidade, da capacidade de exposição oral e de interpretação de textos (neste caso transmitidos oralmente, visto que as crianças nesta idade ainda não sabem ler).
Seguidamente apresentamos o vídeo explorado:




Webgrafia:


Ana Margato
Ana Sousa
LEB 3A