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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Reflexão Individual - Ana Sousa

Ao consultar o Plano de Estudos da Licenciatura em Educação Básica, referente ao 3º Ano, no início do ano lectivo tomei conhecimento desta Unidade Curricular, a Língua Portuguesa e as Tecnologias de Informação e Comunicação. Logo à partida achei o nome apelativo e apesar de não saber ao certo o que iríamos abordar nesta U.C. fiquei com curiosidade pois as T.I.C. não são de todo uma área na qual tenha grandes conhecimentos. Posto isto, as expectativas eram elevadas, esperava com esta U.C. poder adquirir e desenvolver competências que me permitissem, no meu futuro como profissional de Educação, desenvolver um trabalho dinâmico e multidisciplinar nas minhas práticas educativas.

Ao longo da Unidade Curricular, tal como esperava, foram fornecidos pelas docentes vários instrumentos que as Tecnologias de Informação e Comunicação põem ao nosso dispor, vários conhecimentos foram transmitidos e deste modo sinto que as minhas competências na utilização das T.I.C. sofreram melhorias. A nível pessoal, noto que estou mais à vontade quando tenho de usar certos softwares interactivos com os quais não tinha qualquer contacto anteriormente, como é o caso da ferramenta de construção de jogos pedagógicos JClic e do PhotoStory, através do qual se podem contar histórias com recurso a uma sequência de imagens. Estas ferramentas são também uma mais valia para a minha vida profissional pois com elas poderei tornar as minhas práticas educativas mais diversificadas e lúdicas de modo a cativar a atenção das crianças para a aquisição de saberes.

Todas estas aprendizagens por mim realizadas assumem um papel bastante significativo na minha formação a todos os níveis, contribuindo assim para o enriquecimento do meu currículo pessoal, académico e profissional.

No que diz respeito aos aspectos menos conseguidos, gostaria de referir a quantidade de trabalhos pelas docentes propostos. Pessoalmente senti que o tempo dado para a realização de alguns deles não foi a preferível, tendo em certas ocasiões sentido dificuldades na entrega atempada dos mesmos.

Posto isto, considero a Unidade Curricular Língua Portuguesa e as Tecnologias de Informação e Comunicação bem sucedida no que diz respeito à transmissão de conhecimentos e competências. Foi de facto um grande contributo para quem pretende dirigir as suas práticas educativas num sentido lúdico e interactivo.

Ana Sousa
LEB 3A

domingo, 16 de janeiro de 2011

Reflexão individual - Ana Margato

No início deste semestre, não sabia o que esperar desta Unidade Curricular (U.C.) Tudo o que sabia, por conversas que havia tido o ano passado com colegas de terceiro ano, era que seria uma disciplina trabalhosa que (como o nome indica) associaria a Língua Portuguesa às TIC.
Para falar com toda a sinceridade, não sou muito ligada a recursos informáticos, já que tenho algumas dificuldades em trabalhar com os mesmos. No entanto, estou de acordo que nós, enquanto futuras docentes, temos de ser capazes de acompanhar a evolução da sociedade, que se apresenta cada vez mais dependente dos meios tecnológicos. Por este motivo, considero que as aprendizagens realizadas nesta U.C., ao longo deste semestre, tiveram uma grande relevância para a minha formação, tanto a um nível pessoal como profissional.
Ponderando acerca de todas as temáticas abordadas, saliento três que julgo terem sido particularmente importantes. Em primeiro lugar, a utilização do programa Jclic, algo que me era completamente desconhecido, que permite a fabricação de jogos pedagógicos para vários níveis de ensino. Sempre fui apologista de uma metodologia de ensino lúdica, que providencie a aprendizagem pelo jogo. Por este motivo, considero a aquisição de uma competência que me permita criar os meus próprios jogos, uma parte essencial da minha formação profissional.
Neste âmbito de aprendizagens através do ensino lúdico, não posso deixar de referir o programa Photostory 3, que nos permite desenvolver trabalhos com as crianças que englobam diversas vertentes como a criatividade, o estudo da Língua Portuguesa (criação/adaptação de histórias; estudo das estruturas das mesmas, etc.) e a exploração das TIC, tanto ao nível da própria utilização do programa, como do desenvolvimento de estratégias de pesquisas na internet (para encontrar histórias, imagens ou sons que possam ser usadas na construção de um filme, com este programa), sendo por isso uma ferramenta sobejamente útil.
Por último, a terceira aprendizagem que considerei mais vantajosa, prende-se directamente com a vertente linguística da U.C. e trata-se da explicação das alterações trazidas pelo acordo ortográfico. Como futuras docentes, teremos de nos adaptar de uma forma excepcional a esta mudança na escrita da língua. Apesar de, pessoalmente, o acordo não me agradar, não posso deixar de admitir que a língua é algo vivo, em constante evolução, que devo acompanhar, mantendo presente que, para chegar à escrita a que sempre me habituei, outras mudanças se deram ao longo do tempo.
Algo que considerei como um ponto menos positivo, mas que compreendo, foi o facto de, devido aos feriados existentes no início do semestre, que retiraram duas aulas às alunas de terça-feira, estas terem tido alguns trabalhos que as alunas de quarta-feira não tiveram. Como já referi, apesar de não considerar este acontecimento como algo essencialmente positivo, compreendo os motivos pelos quais se sucedeu, já que foi uma forma de compensar o tempo de aula perdido.
No geral creio que esta é uma U.C. bem conseguida, com temáticas pertinentes para o nosso futuro enquanto docentes. O facto de incidir sobretudo no trabalho de pares, permite que haja uma colaboração e partilha de conhecimentos entre as alunas, o que também é uma competência importante a adquirir, para que mais tarde a possamos transmitir aos nossos alunos.
Ana Margato
LEB 3A

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Photostory

No âmbito de exemplificar a utilidade das TIC enquanto recurso educativo, foi-nos pedido que elaborássemos um projecto no programa Photostory 3, do Windows. Este é um programa que permite a construção de histórias em formato de vídeo através do amplo uso de imagens e frases reduzidas, que permitam a manutenção do interesse do espectador ao longo do filme.
No que diz respeito à sua utilização em contexto escolar, pode verificar-se que esta é bastante viável, já que o programa não possui uma estrutura complexa e é simples de trabalhar.
Para a realização deste trabalho, poderíamos criar uma história própria, ou recorrer a uma já existente, o mesmo acontecendo com as imagens a utilizar. Neste caso, a história utilizada foi "Meninos de Todas as Cores", de Luísa Ducla Soares, adaptada por nós para o projecto em questão. Gostaríamos ainda de dar o nosso profundo agradecimento a Ana Catarina Eusébio, pela ilustração existente no filme. A música que acompanha toda a história é um tributo em piano da música "I Promise (I'm not Okay)" de My Chemical Romance. A origem desta música é incerta, já que se encontra na lista de músicas de uma das alunas há cerca de quatro anos, razão pela qual não apresentamos uma webgrafia para a mesma.

A adaptação da história foi realizada da seguinte forma:


Sequências narrativas

Imagens
Legendas



1
Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos


Miguel

Era uma vez o Miguel que vivia numa terra de meninos brancos.





2
É bom ser branco, porque é branco o açúcar, tão doce, porque é branco o leite, tão saboroso, porque é branca a neve, tão linda.


Miguel com balão de fala e adereços
É bom ser branco, porque é branco o açúcar, o leite e a neve.




3
Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos eram amarelos.
Miguel a andar
Começou a viajar e chegou a uma terra de meninos amarelos.






4
Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:
Flor-de-Lótus
Onde conheceu a Flor-de-Lótus.



5
. É bom ser amarelo, porque é amarelo o Sol e amarelo o girassol, mais a areia da praia.

Flor-de-Lótus com balão de fala e adereços
É bom ser amarelo, como o sol, o girassol e a areia da praia





6
O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos.
Miguel no barco
Miguel continuou viagem num barco, até uma terra de meninos pretos.




7
Fez-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumumba que, como os outros meninos pretos, dizia:


Lumumba

Onde encontrou um pequeno caçador, Lumumba.



8
É bom ser preto como a noite, preto como as azeitonas, preto como as estradas que nos levam para toda a parte.

Lumumba com balão de fala e adereços
É bom ser preto como a noite, as azeitonas e as estradas.





9
O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos.
Miguel em avião

. O menino branco prosseguiu de avião, chegando a uma terra de meninos vermelhos.




10
Escolheu para brincar aos índios um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:
Pena-de-Águia

Onde ficou amigo de Pena de Águia.
11
É bom ser vermelho da cor das fogueiras, da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.

Pena-de-Águia com balão de fala e adereços
É bom ser vermelho da cor das fogueiras, das cerejas e do sangue.
12
O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos.
Miguel a correr
Miguel correu então, até a uma terra de meninos castanhos
13
Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Babá, que dizia:
Ali-Babá
E ali estava o menino Ali-Babá
14
É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como um chocolate.
Ali-Babá com balão de fala e adereços
É bom ser castanho como a terra, os troncos das árvores e o chocolate.
15
Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:
Miguel a imaginar os amigos
Quando o menino branco voltou à sua terra, lembrou-se de todos os seus amigos.
16
É bom ser branco como o açúcar
Miguel a imaginar os amigos mais um balão de fala
É bom ser branco como o açúcar
17
Amarelo como o Sol
Miguel a imaginar os amigos mais dois balões de fala
Amarelo como o Sol
18
Preto como as estradas
Miguel a imaginar os amigos mais três balões de fala
Preto como as estradas
19
Vermelho como as fogueiras
Miguel a imaginar os amigos mais quatro balões de fala
Vermelho como as fogueiras
20
Castanho da cor do chocolate.
Miguel a imaginar os amigos mais cinco balões de fala
E castanho como o chocolate.
21
Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.
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Seguidamente apresentamos o nosso filme:





Webgrafia:


Ana Margato
Ana Sousa
LEB 3A

Actividade com a televisão

A emissão escolhida foi o desenho animado “Ruca”, baseado em livros para infância da autoria de Christine L'Heureux e ilustração de Hélène Desputeaux. Presentemente, o programa é emitido diariamente no Canal Panda, entre as 18h30 e as 19h. Este é dirigido para crianças de ensino pré-escolar e consiste na vida quotidiana de um rapaz de quatro anos de idade que, em conjunto com a sua família, vai descobrindo e experienciando o mundo em seu redor. Os temas abordados são semelhantes aos que figuram num currículo de ensino pré-escolar, tais como: emoções, família, relações inter-pessoais, entre outros. O facto de o protagonista ser apenas um menino normal de quatro anos, com situações e problemáticas próprias da idade, faz com que haja uma maior aproximação entre as circunstâncias em que ele se coloca e o público-alvo.
No que diz respeito às potencialidades do programa para o ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, destacam-se o cuidado com a linguagem oral utilizada (incluindo a que o próprio Ruca produz) e as temáticas existentes nalguns episódios, como o que iremos analisar de um modo mais detalhado, que apelam à criação de hábitos de leitura.
O episódio em questão intitula-se “Ler e Reler” e faz referência à importância que os livros podem assumir no desenvolvimento e no dia-a-dia das crianças. Neste caso, Ruca decidiu que gostaria de ler histórias novas, pelo que a sua mãe o levou à biblioteca. Aqui ele relembrou algumas regras de conduta neste espaço público e teve oportunidade de assistir a uma hora do conto, o que o motivou para levar livros para casa e continuar com as suas próprias leituras. Com o tempo, ouviu a história tantas vezes que acabou por decorá-la e “lê-la” à irmã, de dois anos de idade. Estes comportamentos, ao serem visionados pelas crianças às quais o programa se destina, incentivam-nas a fazerem o mesmo, favorecendo o contacto com materiais de leitura e, consequentemente, o seu desenvolvimento ao nível da Língua Portuguesa. Aqui também está inerente a importância do contacto entre os adultos próximos da criança e os seus processos de exploração de materiais e na própria aprendizagem, já que um dos factores mais motivantes para o personagem principal é o facto de saber que pode contar com os pais para lhe lerem as histórias sempre que ele desejar.
Um bom exemplo de actividade para ser implementada após o visionamento deste excerto, em contexto de sala de aula, seria a apresentação de uma proposta às crianças a qual implicaria a criação de uma hora do conto semanal em que, à vez, cada um traria um livro que gostasse e conhecesse bem para depois o expor à turma, sendo assim a própria criança a assumir o papel de “contador de histórias”. Isto teria como objectivo a partilha de saberes sobre interesses em comum, o desenvolvimento do sentido de responsabilidade, da capacidade de exposição oral e de interpretação de textos (neste caso transmitidos oralmente, visto que as crianças nesta idade ainda não sabem ler).
Seguidamente apresentamos o vídeo explorado:




Webgrafia:


Ana Margato
Ana Sousa
LEB 3A



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As TIC no processo de ensino-aprendizagem: Uma presença desejável ou dispensável?

Actualmente, vivemos numa sociedade onde as novas tecnologias assumem um papel fundamental e são, de certo modo, uma nova forma de vida sem a qual já não passamos.
A constante evolução da sociedade conduz a um desenvolvimento quase obrigatório por parte da educação, já que esta é uma “actividade sócio-comunitária” (Botelho, 2006). A crescente evolução da tecnologia no mundo faz com que a educação tenha de acompanhar essa crescente sede tecnológica de modo a não se tornar ultrapassada e obsoleta.
Temos no entanto de ter em conta que, como em tudo, é possível dizer que estamos na presença de uma faca de dois gumes: se por um lado a presença das TIC prepara melhor as crianças para as novas exigências da sociedade, e lhes permite uma participação mais activa no processo de aprendizagem, por outro existe sempre a possibilidade de incorrer nos fenómenos de infoexclusão e infolatria. No que diz respeito ao primeiro, deve ter-se em conta que existem alunos sem possibilidades de possuir ou aceder regularmente a um computador. Esses alunos ficam assim em desvantagem em relação aos restantes numa situação em que o professor faça apenas uso das plataformas moodle ou do e-mail para enviar trabalhos e apontamentos. No caso do segundo fenómeno, este prende-se com uma questão de pensamento falacioso que sugere que as tecnologias são a solução de todos os problemas da sociedade e que, utilizando-as na educação, todos os alunos passarão a ser brilhantes e deixará de existir insucesso escolar. Isto, levado a um ponto hiperbólico, traduz o pensamento de muitos cidadãos da era tecnológica em que nos inserimos. Há que ter em conta que “As novas tecnologias não são a pedra filosofal para o sucesso educativo” (Paz, 2008).
Com o surgimento da Internet, todas os povos e respectivas culturas estão ligados através de uma partilha de vivências e da troca mútua de conhecimentos. Esta “sociedade em rede” permite ou facilita o fenómeno da multiculturalidade que, posteriormente, poderá evoluir para a interculturalidade na verdadeira acepção da palavra. Deste modo, as Tecnologias de Informação e Comunicação, em especial a Internet, trazem mais-valias a cada um de nós, pois, mesmo sem haver deslocação física, poderá existir contacto entre culturas e povos distintos.
Concordamos com o uso das TIC nas aulas como forma de cativar e incentivar os alunos a uma participação activa e dinâmica no processo de aprendizagem, tenho também alguns receios e hesitações: em primeiro lugar, com o facilitismo crescente que a internet tem vindo a trazer. Não desmentindo que somos utilizadoras frequentes das informações fornecidas pelo mundo da internet, tanto a um nível pessoal como académico, esta nova acessibilidade de informações é uma tentação demasiado grande para a chamada “geração copy-paste”. Nesta vertente, não existe um tratamento de informação, sendo que os alunos se limitam a retirá-la da internet, a colocá-la num documento Word (por vezes nem tendo a atenção de utilizar o corrector ortográfico) e a ter esperança de que o professor não repare. Outro receio premente é o do aumento de sedentarismo. Se hoje em dia se ouve falar por todo o lado de que vivemos num ambiente cada vez mais adepto desta modalidade de vida, não cremos que o aumento das horas passadas em frente a um computador na sala de aula vá servir como um combate a esta questão, mas sim como um estímulo (referimo-nos a este caso especifico ao uso dos Magalhães). Este último argumento não é visto por uma perspectiva de ensino mais antigo, em que as crianças passavam horas sossegadas a escutar um professor, mas sim de um método de ensino mais dinâmico, à qual nós próprias fomos acostumadas no primeiro ciclo, em que os alunos participam activamente com jogos, actividades e troca de ideias.
Posto isto, defendemos que as TIC são uma presença desejável no processo ensino-aprendizagem, pois proporcionam ao aluno uma forma dinâmica, enriquecedora e diversificada de adquirir conhecimentos. O factor que deverá ser sempre tido em conta é o uso correcto destas novas tecnologias de modo a tirarmos o melhor partido das mesmas sem incorrermos nos riscos que um uso indevido acarreta.



Ana Margato
Ana Sousa
LEB 3A