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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Maior Flor do Mundo

No âmbito da vertente de Língua Portuguesa desta U.C., foi visionado, em aula, uma curta-metragem de animação, baseada numa obra para a infância de José Saramago intitulada "A Maior Flor do Mundo". Os objectivos deste tipo de aula foram o de demonstrar às alunas como se poderia interpretar a mensagem de um filme mudo e o de fomentar uma reflexão sobre como se poderia desenvolver este trabalho com as crianças. Assim, foi fornecido pela professora Helena Camacho o seguinte guião de trabalho:

1. Apresentação do filme de animação (leitura do artigo).
2. Visionamento do filme.
3. Durante o visionamento: tomada de notas sobre aspectos a explorar didacticamente com alunos do 1º ciclo.
4. Comentário em grande grupo: identificação das categorias da narrativa e outros aspectos relevantes.
5. Preenchimento da grelha a partir da identificação efectuada em 4. Distribuir os aspectos pelos grupos.
6. Apresentação oral do trabalho.
7. Elaboração de um quadro completo.

Aspectos a explorar
Actividades orais
Actividades escritas

Acção
- título do filme
- acontecimentos
- final / continuação da história

Personagens
- principais e secundárias
- retratos

Narrador
- identificação
- função
- relação com a história/ as personagens

Tempo  e espaço
- descrição dos espaços
- marcas de tempo

Linguagem
- verbal e não verbal (gestos, expressões corporais)

Imagem e som
-  aspectos gráficos
- música
- movimento


Aspectos a explorar noutras áreas (Estudo do Meio, Expressões)






























De acordo com o filme, em conjunto com a aluna Mónica Mesquita, preenchemos o quadro com as seguintes sugestões de actividades:



Aspectos a explorar
Actividades orais
Actividades escritas

Acção
- título do filme
- acontecimentos
- final / continuação da história
Debate em grande grupo sobre o filme
Escrever outros finais possíveis para a história

Texto Lacunar
Personagens
- principais e secundárias
- retratos
Distinção das personagens e suas características
Desenho de cada personagem


Narrador
- identificação
- função
- relação com a história/ as personagens
Falar em discurso directo e indirecto, mostrando as diferenças
Associação de palavras
Tempo  e espaço
- descrição dos espaços
- marcas de tempo
Perguntas sobre estes aspectos
Indicar referências existentes no filme
Linguagem
- verbal e não verbal (gestos, expressões corporais)
Reprodução de gestos
Sensações transmitidas

Imagem e som
-  aspectos gráficos
- música
- movimento


Aspectos a explorar noutras áreas (Estudo do Meio, Expressões)
Expressão plástica – construir uma flor em que as pétalas seriam todas diferentes (uma pétala por aluno). Cada pétala poderia ter algo escrito.































De seguida mostramos esta curta-metragem, para que se possa compreender melhor o sentido das actividades propostas, e para que também se possa conhecer um filme galardoado de animação, baseado numa obra de um vencedor do Prémio Nobel:



Ana Margato
Ana Sousa
LEB 3A

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Photostory

No âmbito de exemplificar a utilidade das TIC enquanto recurso educativo, foi-nos pedido que elaborássemos um projecto no programa Photostory 3, do Windows. Este é um programa que permite a construção de histórias em formato de vídeo através do amplo uso de imagens e frases reduzidas, que permitam a manutenção do interesse do espectador ao longo do filme.
No que diz respeito à sua utilização em contexto escolar, pode verificar-se que esta é bastante viável, já que o programa não possui uma estrutura complexa e é simples de trabalhar.
Para a realização deste trabalho, poderíamos criar uma história própria, ou recorrer a uma já existente, o mesmo acontecendo com as imagens a utilizar. Neste caso, a história utilizada foi "Meninos de Todas as Cores", de Luísa Ducla Soares, adaptada por nós para o projecto em questão. Gostaríamos ainda de dar o nosso profundo agradecimento a Ana Catarina Eusébio, pela ilustração existente no filme. A música que acompanha toda a história é um tributo em piano da música "I Promise (I'm not Okay)" de My Chemical Romance. A origem desta música é incerta, já que se encontra na lista de músicas de uma das alunas há cerca de quatro anos, razão pela qual não apresentamos uma webgrafia para a mesma.

A adaptação da história foi realizada da seguinte forma:


Sequências narrativas

Imagens
Legendas



1
Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos


Miguel

Era uma vez o Miguel que vivia numa terra de meninos brancos.





2
É bom ser branco, porque é branco o açúcar, tão doce, porque é branco o leite, tão saboroso, porque é branca a neve, tão linda.


Miguel com balão de fala e adereços
É bom ser branco, porque é branco o açúcar, o leite e a neve.




3
Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos eram amarelos.
Miguel a andar
Começou a viajar e chegou a uma terra de meninos amarelos.






4
Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:
Flor-de-Lótus
Onde conheceu a Flor-de-Lótus.



5
. É bom ser amarelo, porque é amarelo o Sol e amarelo o girassol, mais a areia da praia.

Flor-de-Lótus com balão de fala e adereços
É bom ser amarelo, como o sol, o girassol e a areia da praia





6
O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos.
Miguel no barco
Miguel continuou viagem num barco, até uma terra de meninos pretos.




7
Fez-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumumba que, como os outros meninos pretos, dizia:


Lumumba

Onde encontrou um pequeno caçador, Lumumba.



8
É bom ser preto como a noite, preto como as azeitonas, preto como as estradas que nos levam para toda a parte.

Lumumba com balão de fala e adereços
É bom ser preto como a noite, as azeitonas e as estradas.





9
O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos.
Miguel em avião

. O menino branco prosseguiu de avião, chegando a uma terra de meninos vermelhos.




10
Escolheu para brincar aos índios um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:
Pena-de-Águia

Onde ficou amigo de Pena de Águia.
11
É bom ser vermelho da cor das fogueiras, da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.

Pena-de-Águia com balão de fala e adereços
É bom ser vermelho da cor das fogueiras, das cerejas e do sangue.
12
O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos.
Miguel a correr
Miguel correu então, até a uma terra de meninos castanhos
13
Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Babá, que dizia:
Ali-Babá
E ali estava o menino Ali-Babá
14
É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como um chocolate.
Ali-Babá com balão de fala e adereços
É bom ser castanho como a terra, os troncos das árvores e o chocolate.
15
Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:
Miguel a imaginar os amigos
Quando o menino branco voltou à sua terra, lembrou-se de todos os seus amigos.
16
É bom ser branco como o açúcar
Miguel a imaginar os amigos mais um balão de fala
É bom ser branco como o açúcar
17
Amarelo como o Sol
Miguel a imaginar os amigos mais dois balões de fala
Amarelo como o Sol
18
Preto como as estradas
Miguel a imaginar os amigos mais três balões de fala
Preto como as estradas
19
Vermelho como as fogueiras
Miguel a imaginar os amigos mais quatro balões de fala
Vermelho como as fogueiras
20
Castanho da cor do chocolate.
Miguel a imaginar os amigos mais cinco balões de fala
E castanho como o chocolate.
21
Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.
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Seguidamente apresentamos o nosso filme:





Webgrafia:


Ana Margato
Ana Sousa
LEB 3A